Aumenta rigor para concessões dos aeroportos.
21-12-2012 20:09O governo anunciou ontem as regras básicas para transferir a administração dos aeroportos do Galeão (RJ) e de Confins (MG) ao setor privado. As novas licitações estão previstas para setembro e terão exigências mais rigorosas do que no primeiro grande leilão do setor.
Na prática, a barreira de entrada definida para esse segundo lote de privatizações restringirá a participação a cerca de 13 operadoras internacionais. Os grupos formados para disputar Galeão e Confins devem ter obrigatoriamente uma empresa com experiência em administrar aeroportos de pelo menos 35 milhões de passageiros/ano. Essa operadora estrangeira deverá participar com um mínimo de 25% no capital dos consórcios.
Na primeira rodada de concessões - Guarulhos, Viracopos e Brasília -, a exigência era de 5 milhões de passageiros e participação de 10%. Os atuais controladores desses aeroportos ficaram impedidos de disputar Galeão e Confins, como o Valor antecipou. A presidente Dilma Rousseff explicou o aperto nas exigências: "Não temos tradição em aeroportos privados. Nós queremos que essa tradição se crie e se fortaleça".
O plano apresentado pelo ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, prevê que os investimentos ao longo das duas concessões atinjam R$ 11,4 bilhões em modernização e ampliação da capacidade, sendo R$ 6,6 bilhões no Galeão e R$ 4,8 bilhões em Confins. O BNDES deve financiar cerca de dois terços.
O pacote também promete uma revolução na aviação regional. Ao todo, 270 aeroportos de pequeno porte foram selecionados para passar por um processo de reestruturação geral, iniciativa que receberá investimentos de R$ 7,3 bilhões. Para operar esses terminais, o governo criou a Infraero Serviço - como também adiantou o Valor -, que terá a participação de um operador internacional como sócio minoritário.
Para garantir a atratividade e incentivar a competição de companhias aéreas, o governo decidiu que não haverá tarifas de embarque, de pouso ou de permanência em aeroportos com movimentação de até 1 milhão de passageiros/ano, fora das capitais. A operadora do aeroporto será remunerada normalmente, como se estivesse cobrando as tarifas, por meio de recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil.
Fonte: Valor Econômico / Usuport - Adaptado pelo Site da Logística.
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