Valec acompanha engenheiros chineses em traçado que integra a Ferrovia Bioceânica.

17-07-2015 09:55

Para sair do município de Campinorte (GO) e  chegar à cidade de Cruzeiro do Sul (AC) é preciso atravessar mais de  3.500 km. Desde o dia 05/7, essa trajetória está sendo percorrida por  técnicos da VALEC que apresentam a Ferrovia Bioceânica a uma comitiva de  engenheiros chineses.
Durante dez dias, o grupo percorre o longo  traçado que já vem sendo objeto de estudos pela VALEC há alguns anos  devido ao projeto da FICO (Ferrovia de Integração Centro-Oeste), que  constitui boa parte da Bioceânica.
O trecho Campinorte (GO) –  Lucas do Rio Verde (MT), com 901 km, já conta com o EVTEA (Estudo de  Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental) e o Projeto Básico  concluídos, desde 2012.
O trecho seguinte, entre Lucas do Rio  Verde (MT) e Vilhena (RO), com 646 km, também concluiu seu EVTEA, no ano  passado. O Licenciamento Ambiental foi obtido após longa negociação com  a FUNAI.
O processo licitatório para a elaboração do EVTEA e do  Projeto Básico do trecho mais ao oeste, Vilhena (RO) – Porto Velho (RO),  com 770 km, foi concluído e aguarda apenas a autorização para  contratação.
A Bioceânica recentemente ganhou força com a  assinatura do Memorando de Entendimento Brasil/China/Peru pela  presidente Dilma Rousseff, e os presidentes da China, Xi Jinping, e do  Peru, Ollanta Humala. O acordo prevê a entrega de estudos de viabilidade  econômica patrocinado pelos chineses em maio de 2016.
A VALEC  assessorou o Ministério de Relações Exteriores no trabalho de elaboração  do acordo estando presente nas reuniões preparatórias em Brasília e na  capital peruana. Os técnicos da VALEC também têm participado ativamente  das reuniões com os chineses, organizadas pela EPL (Empresa de  Planejamento e Logística), a quem cabe coordenar os trabalhos em nome do  Ministério dos Transportes.
A Bioceânica vai abrir uma nova rota  de escoamento da produção brasileira passando pelos estados de Goiás,  Mato Grosso, Rondônia, Acre, e, atravessando o Peru, chegar ao Oceano  Pacífico. Atualmente, os produtos exportados para o mercado asiático são  escoados somente via Canal do Panamá.
A futura ferrovia poderá  também enviar a produção agrícola do Centro-Oeste brasileiro para os  portos do Norte e Sudeste, através da Ferrovia Norte-Sul, construída  pela VALEC, quando exportadas para Europa e Oriente Médio, o que abre  ainda mais oportunidades logísticas.

Fonte: Valec / Usuport - Adaptado pelo Site da Logística.


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